Enfermeiros preparam mobilização por piso salarial de R$ 7,3 mil

Enfermeiros preparam mobilização nacional por piso salarial de R$ 7,3 mil

A pressão para a aprovação do piso nacional para profissionais de enfermagem ganha cada vez mais pressão. Dessa vez, uma mobilização marcada para dia 05 de agosto deve ocupar a Praça das Bandeiras, em Brasília.

Para o ato, segundo o portal Extra Classe, estão esperadas as presenças de delegações de todo o Brasil. Além disso, há ainda a consulta pública que está em aberta e já conta com cerca de um milhão de assinaturas que defendem a aprovação do piso para os profissionais de saúde.

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No mesmo objetivo, há também a recém-instalada Frente Parlamentar em Defesa das 30 Horas e do Piso Salarial da Enfermagem, que foi criada em 14 de julho na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

Em comum, todas as iniciativas defendem a aprovação do Projeto de Lei 2564/20, de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede/ES), que tramita que no Senado e prevê a instituição do piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras, com jornada de trabalho de 30 horas.

Cabe lembrar que o texto proposto defende o piso nacional no valor de R$ 7.315,00 para enfermeiros, R$ 5.120,50 para técnicos e de R$ 3.657,50, para auxiliares e parteiras.

Paradoxos na saúde

A importância dessa aprovação se vê na realidade a que os profissionais de enfermagem enfrentam, com extensa carga horária de trabalho e com pisos variáveis, que, muitas das vezes, são tão baixos que o profissional se vê na necessidade de ter dois empregos para se manter. E, além disso, há toda a exposição e riscos que a classe sofre, em especial, no cenário da Covid-19.

Enquanto cerca de 2,3 milhões de profissionais de enfermagem aguardam pela aprovação do piso, a saúde privada do Brasil teve lucro recorde de 72,24% na pandemia.

Luta histórica

A defesa pelo piso nacional ganhou mais força com a pandemia. No entanto, é uma luta histórica que a classe enfrenta há muitas décadas, conforme a enfermeira aposentada Rosângela Gomes Schneider relatou ao Extra Classe.

Ela falou que desde os tempos de estudante pelo piso salarial e a jornada de 30 horas. Após 32 anos na profissão, ela se aposentou do trabalho, mas continua buscando esta conquista para a categoria. Desde janeiro ela preside o Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS) e fala no impacto que a aprovação pode trazer a todos.

“Aprovado, este projeto vai beneficiar uma categoria que há muito luta por condições dignas de trabalho. Estamos exaustos pelo excesso de trabalho na pandemia, mas organizados como trabalhadores”, destacou a enfermeira ao Extra Classe.

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